domingo, 25 de novembro de 2012

Agricultura orgânica, por um plantio sustentável.

Como estamos pautando com frequência a temática da produção de alimentos, não podemos deixar de falar sobre a "Agricultura orgânica", um conjunto de ações que estão contribuindo para obtenção de um agronegócio sustentável, saudável e produtivo.
Conheça o sistema de produção que tem por objetivo preservar a saúde do meio ambiente, a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo.
 
Agricultura orgânica é o sistema de produção que não usa fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos sintéticos para a alimentação animal. O manejo na agricultura orgânica valoriza o uso eficiente dos recursos naturais não renováveis, bem como o aproveitamento dos recursos naturais renováveis e dos processos biológicos alinhados à biodiversidade, ao meio-ambiente, ao desenvolvimento econômico e à qualidade de vida humana.

A agricultura orgânica enfatiza o uso e a prática de manejo sem o uso de fertilizantes sintéticos de alta solubilidade e agrotóxicos, além de reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para a alimentação animal. Esta prática agrícola preocupa-se com a saúde dos seres humanos, dos animais e das plantas, entendendo que seres humanos saudáveis são frutos de solos equilibrados e biologicamente ativos, adotando técnicas integradoras e apostando na diversidade de culturas. Para tanto, apóia-se em quatro fundamentos básicos: - Respeito à natureza: reconhecimento da dependência de recursos naturais não renováveis; - A diversificação de culturas: leva ao desenvolvimento de inimigos naturais, sendo item chave para a obtenção de sustentabilidade; - O solo é um organismo vivo: o manejo do solo propicia oferta constante de matéria orgânica (adubos verdes, cobertura morta e composto orgânico), resultando em fertilidade do solo; e - Independência dos sistemas de produção: ao substituir insumos tecnológicos e agroindustriais.

 
No Brasil: O Brasil está se consolidando como um grande produtor e exportador de alimentos orgânicos, com mais de 15 mil propriedades certificadas e em processo de transição - 75% pertencentes a agricultores familiares. O apoio à produção orgânica está presente em diversas ações do governo brasileiro, que oferece linhas de financiamento especiais para o setor e incentiva projetos de transição de lavouras tradicionais para a produção orgânica.
Legislação: A importância que a produção orgânica vem assumindo no mercado de alimentos exige regulamentação que assegure ao consumidor a garantia de que está adquirindo um item que obedece às normas legais estabelecidas para o produto orgânico. A legislação para produtos alimentícios, que dispõe sobre a agricultura orgânica, é a Lei nº 10.831/2003 e o Decreto nº 6.326/2007.
Condições da economia e tendências do setor: Se considerarmos o cenário mundial, principalmente em países industrializados, de aumento da demanda de alimentos, notadamente proteínas animais e insumos para a sua produção, as perspectivas serão altamente favoráveis para o aumento da participação brasileira, sobretudo nos mercados de frutas tropicais, carnes e outros produtos básicos.

Entre os atributos de qualidade, cada vez mais os produtos relacionados à preservação da saúde ganham força. Emergem também atributos de qualidade ambiental dos processos produtivos, em especial os relacionados à proteção dos mananciais e da biodiversidade. Como decorrência crescem as demandas por processos de certificação de qualidade e sócio ambiental para atender a rastreabilidade do produto e dos respectivos sistemas produtivos a partir de movimentos induzidos pelos consumidores.
Fonte: Sebrae Nacional.

Agora que você já sabe o conceito da Agricultura Orgânica, deixe sua opinião para que possamos debater acerca do assunto e trocar idéias. Compartilhe conosco seu conhecimento!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Adeus Bacon

    Para a decepção de alguns, e alegria de outros, a partir de 2013, de acordo com a Associação Nacional de Porcos da Grã Bretanha, alimentos derivados do porco correm sério risco de extinção. Tudo por causa da seca nos Estados Unidos, o que gerou a queda da produção do milho e da soja que servem de alimento para os porquinhos. Consequentemente o preço desses grãos aumentou, levando muitos porcos a serem sacrificados por falta de comida.
    Resumindo, bacon, salsichas e afins serão raramente encontrados nos supermercados num futuro próximo, e quando encontrados custarão bem mais caro do que o de costume. 


http://super.abril.com.br/blogs/planeta/bacon-presunto-e-salsicha-em-risco-de-extincao-a-partir-de-2013/

O cardápio dos próximos anos

    Assim como já era de se esperar, as consequências das mudanças do climas já estão sendo previstas por especialistas e afetarão, principalmente, a economia, já que o cultivo de soja e outros grãos importantíssimos para a economia mundial decairá. É previsto que os preços de hortaliças, frutas e grãos aumentará, o que diminuirá a disposição de tais alimentos em nossas mesas, mas centros de pesquisas já estão trabalhando para criar hortaliças e cereais mais resistentes as mudanças climáticas.
    Paralelamente a falta de alimentos, é discutida a possibilidade da aparição de algumas doenças causadas principalmente por fungos, em áreas onde são cultivados soja, milho, café, arroz, banana, manga e uva, em decorrência da elevação de CO2 no ar, da temperatura e da radiação ultravioleta.
    Já o aparecimento de pragas e devido ao fato de o clima quente ser mais propício para o aparecimento de insetos.
    Serão muitas as consequências tanto em nível nacional quanto mundial, causadas pela mudança do clima, e não há muitos que possamos fazer a não nos adaptar a uma futura falta de certos alimentos, talvez os substituindo por outros, ou estarmos dispostos a pagar mais pelo o que temos de sobra hoje em dia.
    Segue uma matéria da FAPESP explicando detalhadamente os motivos dessa crise e suas consequências: http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/08/10/o-cardapio-dos-proximos-anos/